Teixeira pergunta a Bolsonaro: ética é comer gente com o auxílio moradia?

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O deputado federal reeleito Paulo Teixeira (PT-SP) criticou o discurso de posse do presidente Jair Bolsonaro.

“Bolsonaro. Quando você fala em restabelecer valores éticos e morais no brasil , você se refere a comer gente com o recurso do auxilio-moradia?”, questionou o parlamentar no Twitter.

Em janeiro do ano passado, Bolsonaro foi questionado pela Folha de São Paulo se usou o dinheiro do benefício para comprar seu apartamento e, em seguida, respondeu: “Como eu estava solteiro naquela época, esse dinheiro de auxílio moradia eu usava pra comer gente, tá satisfeita agora ou não? Você tá satisfeita agora?”.

Reportagens do jornal relataram o patrimônio dele e dos filhos parlamentares, além do recebimento de auxílio-moradia mesmo tendo apartamento próprio em Brasília. Bolsonaro e seus três filhos que exercem mandato – Eduardo, Carlos e Flávio – seriam donos de 13 imóveis com preço de mercado de pelo menos R$ 15 milhões em pontos valorizados no Rio de Janeiro, como Copacabana, Urca e Barra da Tijuca, e de Brasília (leia aqui).

Teixeira também criticou a decisão de Bolsonaro, que foi tirar R$ 8 dos trabalhadores mais pobres, ao fixar o novo salário mínimo em R$ 998, abaixo do Orçamento da União para este ano aprovado pelo Congresso Nacional – o mínimo passaria dos atuais R$ 954 para R$ 1.006. “Os trabalhadores perderão R$ 96 por ano e R$ 384 durante quatro anos pela fixação do valor do salário mínimo por Bolsonaro”, disse.

“Primeiras ações de Bolsonaro prejudicam os trabalhadores, os indigenas, os quilombolas, o meio ambiente e acaba com a reforma agraria”, acrescentou.

Segundo medida provisória publicada no Diário Oficial da União nesta quarta-feira, o Ministério da Agricultura do novo é será responsável pelas terras indígenas e quilombolas e terá o comando do Serviço Florestal Brasileiro, responsável pela gestão das reservas naturais.

Em fevereiro do ano passado (2018), o então deputado federal disse que não pretende demarcar terras indígenas. “As ONG’s e o governo estimulam o índio para o conflito. Se eu assumir como presidente da República, não haverá um centímetro a mais para demarcação. Na Bolívia temos um índio como presidente, porque aqui eles precisam de terra?”, disse ele, de acordo com o site Dourado News.