Prisão de membros do PCC no Paraguai é resultado de colaboração federal, diz GSI

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O Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República (GSI) considerou hoje (12) que a prisão de criminosos da organização Primeiro Comando da Capital (PCC) no Paraguai, e a consequente transferência para o Brasil, ocorrida nesta sexta-feira (11), é decorrente de ações de segurança e inteligência feitos pelo governo federal no Rio de Janeiro. Em nota pública, o GSI aponta o apoio dos órgãos brasileiros de investigação para a ação no Paraguai.

“No escopo da cooperação federal de combate a organizações criminosas, em particular contra facções com atuação no Rio de Janeiro, a Polícia Nacional do Paraguai prendeu e deportou integrantes do PCC com o apoio da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) e da Polícia Federal (PF)”, diz a nota.

De acordo com o GSI, as ações integradas de segurança que estão ocorrendo no Rio de Janeiro, no âmbito do Plano Nacional de Segurança, preveem “uma atuação abrangente, incluindo demais estados da Federação e países vizinhos”, que propiciou o sucesso da operação paraguaia.

“No caso do Paraguai, a cooperação de inteligência permitiu a coleta de dados e o intercâmbio de informações”, conclui a nota.

Os bandidos brasileiros presos já foram entregues pelas autoridades paraguaias ao Brasil. Eles são ligados ao PCC e participaram do assalto à empresa Prosegur, no Paraguai, quando foram roubados cerca de US$ 12 milhões.

Os seis brasileiros detidos foram levados de avião a Ciudad del Este, no Paraguai, de onde foram conduzidos por estrada ao território brasileiro, através da Ponte da Amizade. Durante este último trecho, os detidos foram escoltados por um comboio de vários veículos, coordenado pelo Grupo Especial de Operações da Polícia (GEO).
Dos seis presos, cinco foram detidos na terça-feira (8) durante uma operação antidrogas em um local de criação de gado em Pedro Juan Caballero, na fronteira com o Brasil, onde também foram detidas outras dez pessoas.

No assalto à empresa de segurança no Paraguai, em abril último, participaram cerca de 50 pessoas fortemente armadas, que explodiram parte do edifício e mataram um membro do GEO.