25 Agosto 2011
Pois é. Depois de perder o mandato de deputado estadual neste mês, o fagueiro washington Régis, responsável pelo mais cabeludo e escabroso escândalo financeiro da história política de Manacapuru, pode ser contemplado com um cargo público na esfera federal. É claro que não é por obra do Divino Espírito Santo, mas pelo desejo "supremo" de um de seus apaniguados políticos, que não aceita vê-lo ser submetido à execração pública pelos seus atos desonestos.
Assim, como corre a boa pequena, e pelo andar da carruagem, washington Régis, que ainda transita nas hostes do PMDB, pode voltar ao cenário político vivificado e prestigiado, apesar das falcatruas perpetradas fartamente enumeradas por uma Comissão Parlamentar de Inguérito (CPI), que deixaram a prefeitura em estado de insolvência e, como consequência, a atual administração municipal de pires nas mãos.
As traquinagens de Régis são tantas e de todos os matizes que ficam até difícil eneumerá-las. É claro que washington Régis não está nem um pouco preocupado com nada disto. Gaba-se de ter costa largas e à retarguarda devidadamente coberta por seus amighuinhos.
Mas que é uma vergonha nomear para cargos públicos surrupiadores do erário disso ninguém dúvida.
Que país é este, já perguntava Cazuza, compositor e poeta de saudosa memória, apesar de todos terem na ponta da língua a resposta: é o Brasil comandado por corruptos de alto coturno, como Alfredo Nascimento, que envergonhou o país com suas famigeradas propinas, o Adail, pedófilo e ladrão do erário, os gazeteiros do SUS, os Nicolaus lalaus da vida, o safado Salvatore Cacciola, os bandidos de colarinho branco, os patifes dos dólares na cueca, os facínoras do mensalão e, porque não, pelo despudorado Washington Régis.
Conheçam algumas de suas marotas safafezas apontadas pela CPI e publicadas no Portal do Holanda.
Régis vai responder pelo desvio de R$ 2, 1 milhões
Um desvio de R$ 2,1 milhões dos cofres da prefeitura foi, por enquanto, a descoberta mais inusitada da CPI de Manacapuru entre as dezenas de supostas irregularidades já identificadas na gestão do ex-prefeito Washington Regis.
Fruto do convênio 3062/06, firmando entre a prefeitura do município e a Fundação Nacional de Saúde (Funasa), a verba deveria ser aplicada na melhoria do sistema de abastecimento de água, estando previsto a construção de 7 (sete) caixas de água na sede do município.
O ex-prefeito Regis simplesmente sumiu com a grana e, na prestação de contas, apresentou uma relação de caixas d’agua já existentes no município há pelo menos 10 anos: cinco delas construídas pelo ex-prefeito Angelus Figueira, uma construída pelos padres da igreja N. Sª de Nazaré no inicio dos anos 70 e outra que está sendo feita agora pela empresa Percol, revela relatório preliminar da CPI.
Na última quinta-feira, os vereadores Moisés Aguiar (PCdoB), Coelho (PRT) e Capela (PV), todos os membros da CPI, foram confirmar pessoalmente a existência das caixas d’ água dadas como construídas pelo ex-prefeito, a partir da prestação de contas apresentada à Funasa e tiveram uma surpresa.
Na rua Módulo, entre a escola Agra Reis e o ginásio Biri-biri a caixa d’agua ainda ostenta o logotipo da Prefeitura usado em 2001, pelo então prefeito Angelus Figueira.
O mesmo fato se deu com as caixas d’agua localizadas entre as ruas Eduardo Ribeiro e Policarpo de Souza, entre as ruas Angelus Figueira e Tenente Edilson, no Mutirão/Palhinha, em frente ao ginásio Atila Lins na Liberdade e entre as ruas Itacoatiara e Maués no bairro União.
Entre as ruas Padre Rafael e Marcílio Dias, no centro, a única caixa d’agua existente é a do Colégio N. S. de Nazaré, construída no inicio dos anos 70 pelos padres locais.
Entre as ruas Eduardo Ribeiro e Beco São Luiz, também no centro, a construtora Percol está construindo uma caixa d’agua que deveria ter sido entregue cinco anos atrás.
Na próxima semana, a CPI de Manacapuru vai enviar um relatório circunstanciado para a Funasa denunciando a irregularidade para que a autarquia tome as providencias necessárias.











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