12 Outubro 2010
Companheiro Holanda (postado no blog do Holanda)
Enche-nos de ânimo e nos encoraja a prosseguir, mais do que nunca, com o REPÓRTER, em defesa dos legítimos direitos do cidadão, da dignidade e da democracia, ao constatar que a boa notícia, produzida na defesa dos melhores princípios do jornalismo e da boa informação, ainda pode ser lida no valente, combativo e destemido Blog do Holanda.
O REPÓRTER, também, não se omitiu em levar à opinião pública, não só a última condenação imposta ao vereador Tororó pela sua arrogância e prepotência, mas também um rosário de delitos cometidos nos últimos seis anos pelo vereador – todos eles, infelizmente, praticados com a mais absoluta omissão e consentimento da Câmara de Vereadores de Manacapuru.
Tororó, que chegou a cidade, oriundo de Coari, com uma rede puída e uma mochila cheia de contravenções, para tentar a sorte como vendedor de CDs piratas, não tardou para ser, ainda que da forma mais abjeta, um dos homens mais ricos, poderosos e temidos do município. Em Manacapuru, Tororó não respeita ninguém.
Ao ser condenado numa terça-feira, dia 31 de agosto deste ano, a dois anos e oito meses de prisão, juntamente com o funcionário da Câmara Municipal, Antônio José Pereira Gomes, vulgarmente alcunhado de Zé Bico, Tororó foi à televisão para dizer que a decisão do juiz Luiz Cláudio Chaves era arbitrária e que seus advogados já estavam encarregados de torná-la nula.
Pior:dias depois de assumir a presidência da Câmara Municipal, o ex-vendedor de CD pirata foi pego em plena orgia sexual nas dependências daquele poder legislativo satisfazendo a sua tara com a mulher do vigia que se encontrava de folga. Tudo isso sem falar da recente agressão praticada contra uma senhora idosa de mais de 70 anos.
Mas, o reinado do Tororó já está no fim,mneu caro Holanda, apesar da covardia da maioria dos vereadores do município, que se curva e põe o rabinho entre as pernas com um simples rosnar de seu presidente. Até lá, o poder de Tororó continua grande a ponto de usar um canal retransmissor de televisão, pertencente à igreja Assembléia de Deus, dirigida pela família do deputado Silas Câmara, para fazer um programa ao vivo, em total desrespeito à lei.
Para que o seu seleto público, a justiça, assim como o Ministério Público saibam um pouco mais sobre a trajetória criminosa de Tororó,um cafajeste debochado, cínico e venal, inserimos ao nosso comentário fragmentos de matérias publicadas no REPÓRTER nos últimos dois anos. Observação: todo o teor do material é de inteira responsabilidade do editor do REPÓRTER.
José Maria Pedrosa Castelo Branco
Tororó terá pagar R$ 50 mil a Cupu
Uma nuvem negra paira sobre a cabeça do vereador Jaziel Nunes de Alencar, vulgarmente alcunhado de Tororó, presidente da Câmara Municipal de Manacapuru (CMM). O infeliz reúne um rosário de contravenções tão grande que em qualquer lugar desse Amazonas, onde ele tentar se entocar, o ar se tornará fétido e as pessoas se afastarão de seu convívio.
Como se todo o castigo para ele fosse pouco, Tororó ganhou de presente outra condenação, que se juntará as tantas que já pesam em sua costa. Desta vez, o juiz Izan Alves Miranda Filho, da Justiça do Trabalho da 11ª Região, de Manacapuru, condenou o vereador a pagar R$ 50 mil a Carlos Ferreira dos Santos, conhecido por Cupu, por danos morais.
Cupu trabalhou na casa de Tororó por três anos, onde fazia de tudo, e foi acusado pelo ex-patrão de ter furtado cem quilos de carne que seriam servidos na festa de aniversário da esposa do vereador. Por causa disso, o presidente da CMM mandou alguns policiais militares prenderem e torturarem Cupu, inclusive colocando um saco plástico em sua cabeça, causando-lhe asfixia, com intuito da vítima confessar o crime.
Em seu depoimento ao juiz, Cupu contou ter sido espancado pelos PM por ordem direta de Tororó. Durante a sessão de tortura, os policiais lhe perguntaram se o mesmo assistira ao filme “Tropa de Elite”, porque usariam as mesmas técnicas para fazê-lo confessar o furto da carne e onde estava guardado o produto.
Sabedor do dia a dia da casa do vereador, Cupu contou ao Ministério Público todas as safadezas que ocorriam no local, onde Tororó costuma reunir seus apaniguados para traçar planos contrários aos interesses do município. Outra denúncia de Cupu diz respeito ao uso de funcionários da CMM para comprar carros e imóveis no nome deles, mas que pertenceriam, na verdade, a Tororó.
Esses atos criminosos de Tororó hoje envergonham a sociedade de Manacapuru, cujo presidente do Legislativo municipal é réu condenado a dois anos e oito meses de prisão, em regime fechado, pelos crimes de lesão corporal, resistência e desacato contra o policial militar Herickson Monteiro Roberto, lotado no 9º Batalhão da Polícia Militar de Manacapuru.
Os motivos que levaram à condenação de Tororó ocorreram no dia 4 de junho de 2009, no centro de Manacapuru, quando o policial Herickson participava de uma blitz visando coibir que motociclistas circulassem pela cidade sem o uso de capacete, item de segurança imprescindível para a condução de veículos de duas rodas. Ao parar a esposa de Tororó, que dirigia uma motocicleta de forma irregular, sem o devido capacete, esta se exaltou, ameaçou o policial, que cumpria sua função, e ainda chamou seu esposo para constranger o militar.
Ao chegar ao local, Tororó quis resolver o caso usando e abusando de arrogância e boçalidade, considerando-se que, como presidente da Câmara Municipal, sua autoridade estava acima do poder do Estado, representado ali pelo PM. Como não conseguiu demover o policial a liberar a motocicleta, Tororó resolveu agir por seus próprios modos, ou seja, na ignorância, e desacatou o PM em serviço chamando-o de babaca.
Recentemente, Tororó comandou, juntamente com seus capangas, entre eles o próprio filho menor de idade, um ato de vandalismo no posto lava-jato de propriedade de Kennedy D'Angelo. O empresário acusa o vereador de ter danificado equipamentos do local, como um aspirador de pó e um compressor, o que se constitui crime de dano, agredido os funcionários do estabelecimento, crime de lesão corporal, além de ter levado toda a renda do dia, crime de roubo.
Indenização será paga com recursos próprios
A sentença do juiz Izan Alves Miranda Filho, da Justiça do Trabalho da 11ª Região, de Manacapuru, não deixou claro, por isso se faz necessário explicar ao vereador Tororó que os R$ 50 mil que será pago a Carlos Ferreira dos Santos, conhecido por Cupu, deve sair do próprio bolso do vereador. Acostumado a usar os recursos da Câmara em benefício próprio, Tororó pode bem estar pensado em quitar essa dívida com dinheiro do Parlamento.
Não vá fazer isso, Tororó, porque senão seus problemas só crescerão, uma vez que tal ato se configura como desvio de recursos públicos e pode lhe rendar mais uma condenação. Para quem já está todo enrolado, precisando explicar gastos de mais de R$ 5 milhões da CMM, com risco iminente de colocado na cadeia e com o mandato perto da cassação, mais um vacilo e seu destino estará selado. Por isso, cuidado.
Tororó insulta idoso de 75 anos
Quando todos em Manacapuru pensavam que nada mais poderia acontecer de ruim envolvendo o presidente da Câmara Municipal, eis que o digníssimo resolve insultar com palavras impublicáveis uma senhora de 75 anos, a aposentada Warne Pinheiro Navegante.
Desta vez, Tororó foi denunciado na Delegacia Especializada em Crimes Contra a Mulher, de Manacapuru, por crime de calúnia e difamação. Fato ocorrido no dia 9 de junho desse ano, em frente à Câmara Municipal, quando Warne, acompanhada do filho e da sogra, passava pelo local. Segundo relatou a aposentada, a sogra dela perguntou ao marido se a pessoa que saía do prédio da Câmara era o vereador Tororó e este respondeu que sim.
Ao perceber que as três pessoas falavam sobre ele, Tororó se dirigiu até o grupo e, de forma transtornada, passou a agredir todos com palavras ofensivas às honras de filho, da nora e de Warne. Na delegacia, a aposentada disse ter ouvido de Tororó que seu filho era alcagueta, corno e filho da puta, o que implica ofender toda a família da aposentada.
Ela foi até a delegacia registrar a ocorrência e uma audiência foi marcada entre ela e o vereador, que já recebeu três notificações para comparecer à delegacia, mas não se apresentou em nenhuma das ocasiões. Esse é mais um ato que mostrar bem o caráter de Tororó, uma pessoa que acha estar acima da lei e pode gastar os recursos da Câmara sem a necessidade de prestar contas.
Tororo faz sexo dentro da Câmara de Veradores
Enquanto engana as pessoas com seu discurso de bondade, o vereador pratica o mal da forma mais descarada possível. Metido a galã, Tororó estreou no papel de presidente da Câmara seduzindo a esposa do vigia do prédio, com a única e intenção de fazer o mal contra pessoas que estão abaixo de sua nova posição social, numa atitude típica do cafajeste que precisa afirmar sua superioridade.
Tororó é dono de um patrimônio invejável
O vereador Jaziel Nunes de Alencar, o Tororó, trocou a mochila de vendedor de CDs piratas, com a qual perambulava pelas ruas de Manacapuru ganhando a vida na contravenção, pelo paletó de vereador. Essa mudança transformou Tororó em um homem mesquinho a autoritário, uma vez que lhe faltou estrutura cultural e psicológica para continuar a mesma pessoa.
De passado humilde, nascido em Coari, o vereador deixou o cargo lhe subir à cabeça e ele passou a humilhar quem estava abaixo de sua nova posição. Também tomou gosto por gastar dinheiro público sem prestar contas, por isso as contas da Câmara Municipal de Manacapuru, sob seu comando, apresenta um rombo de mais de R$ 5 milhões.
Hoje, Tororó possui inúmeros bens, tanto em Manacapuru quanto em Manaus. Na cidade onde ele exerce o cargo de vereador, são duas casas e inúmeros carros, além da embarcação Almirante Jofre Alencar, uma singela homenagem feito ao seu pai, cujo valor é de mais de R$ 700 mil e que ela alugava para a prefeitura, por R$ 15 mil por mês, no tempo de Bessa.
Na capital, Tororó possui uma mansão no bairro Parque das Laranjeiras, cujo valor é de R$ 450 mil, onde ele costuma descansar quando está em Manaus. Nesta casa, o vereador não gosta de receber os parentes, tanto que foi um deles, magoado por ter sido destratado por Tororó, quem tornou público o patrimônio milionário do vereador, que ainda terá de explicar junto ao TCE onde foram gastos mais da metade dos recursos da Câmara de Manacapuru.
Tororó compra barco por R$ 700 mil
O Almirante Jofre Alencar é o barco particular de Tororó, adquirido para seu lazer e de seus amigos, que são chegados em uma festa. O vereador comprou o barco em Coari e pagou R$ 700 mil ao ex-proprietário, conhecido por Wilsão, que já foi vereador no município. A embarcação é boa e presta uma justa homenagem ao pai de Tororó.
O problema é explicar como o presidente da Câmara, que há cinco anos vendia CDs piratas em Manacapuru e hoje está no seu segundo mandato de vereador, conseguiu amealhar enorme patrimônio, que inclui ainda casas em Manaus e carros de luxo. Essas explicações Tororó deve ao povo de Manacapuru e podem ser dadas em seu programa de televisão, onde ele repete a fórmula viciada miséria, violência e palanque político, que já fez a desgraça de muitos políticos no Amazonas.
Tororó faz saque de R$ 800 mil indevidamente
Em seu programa de televisão, no qual o vereador Tororó tentou justificar o saque de R$ 800 mil dos cofres da prefeitura para pagar prestadores de serviço do município. Ainda tentou dar uma de honesto, ao dizer que não gosta de ficar devendo nada a ninguém. No entanto, essa justificativa não aliviou em nada o problema que Tororó terá de enfrentar.
A princípio, o presidente da Câmara teria de mostrar recibos dos pagamentos, mas não o fez. No entanto, pior mesmo é ter sacado o dinheiro em espécie para fazer o pagamento em seu gabinete, nas dependências do Parlamento municipal. Acuado pelas denúncias gravíssimas de malversação de recursos públicos, Tororó resolveu atacar o jornal Repórter. No entanto, não serão suas ameaças que farão o jornal recuar de sua linha editorial e na defesa dos interesses da população de Manacapuru, que vinha sendo desrespeitada por administrações incompetentes, da qual o próprio vereador se beneficiava pela inércia dos ex-prefeitos, com quem se aliou para usurpar funções públicas.
Totoró um bom vivant
Apenas dois mandatos de vereador foram suficientes para transformar Tororó de ambulante em um bon vivant, que aprecia boas festas, belas mulheres, gosta de passear em barcos confortáveis e de morar em mansão de alto luxo. Para dar vazão e essa nova modalidade de vida, o vereador acaba de adquirir mais um importante imóvel que se incorpora ao seu inexplicável crescente patrimônio.
Tororó agora é dono de uma mansão em Manaus. A residência tem dois pisos, com duas suítes em cada andar, toda avarandada, cozinha americana, super luxo, que ele pagou R$ 450 mil, há cerca de três meses. A casa onde o vereador pretende descansar, quando não estiver legislando em causa própria na Câmara de Manacapuru, está localizada na rua Dallas, nº 28 A, no Parque das Laranjeiras.
Multas do TCE por atraso na prestação de contas
O vereador Tororó é incapaz de compreender que administrar recursos públicos exige responsabilidade e retidão, uma vez que será preciso prestar contas de todos os gastos, com comprovação de pagamento através de notas fiscais de empenho. Por causa desse despreparo no trato da coisa pública, o vereador já recebeu duas multas do Tribunal de Contas do Estado (TCE), por causa de atraso na prestação de contas da Câmara Municipal de Manacapuru.
A primeira multa foi aplicada no dia 4 de março desse ano, através do processo nº 5068/2009, no valor de R$ 806,67 por mês de atraso na prestação de conta. A outra multa, de igual valor, foi aplicada por causa do processo Nº 972/2008, também referentes a atraso na prestação de contas da Câmara Municipal de Manacapuru.
Tororó volta a promover arruaça
Menos de um mês depois de ser condenado a dois anos e oito meses de prisão, o presidente da Câmara Municipal de Manacapuru, Jaziel Nunes de Alencar, também conhecido pela alcunha de Tororó, voltou a atacar. Na tarde da última quarta-feira, 14, ele comandou, juntamente com seus capangas, entre eles o próprio filho menor de idade, um ato de vandalismo no posto lava-jato de propriedade de Kennedy D'Angelo.
O vereador é acusado pelo proprietário do posto de ter danificado equipamentos do local, como um aspirador de pó e um compressor, o que se constitui crime de dano, agredido os funcionários do estabelecimento, crime de lesão corporal, além de ter levado toda a renda do dia, crime de roubo. Junto com Tororó, estavam seu filho Jofre Neto e os funcionários da Câmara Municipal, Charles Brown, Sildo PM e Tiago.
O proprietário do posto informou que registrou o caso na Delegacia de Polícia de Manacapuru para apurar os fatos e abrir inquérito contra o vereador e seus capangas e receber o ressarcimento de seu prejuízo. O Boletim de Ocorrência (BO) contra Tororó vai completar a longa lista de denúncias de violência que pesam em suas costas, uma vez que o vereador já foi indiciado outras vezes pelo mesmo crime.
No dia 31 de agosto de 2010, Tororó, juntamente com o funcionário da Câmara Municipal, Antônio José Pereira Gomes, também vulgarmente alcunhado de Zé Bico, foram condenados a dois anos e oito meses de prisão. Ambos eram acusados pelos crimes de lesão corporal, resistência e desacato contra o policial militar Herickson Monteiro Roberto, lotado no 9º Batalhão da Polícia Militar de Manacapuru.
Apesar de condenado, Tororó não toma jeito mesmo. Ele também responde a outro inquérito por ter agredido com palavras impublicáveis uma senhora de 75 anos, a aposentada Warne Pinheiro Navegante. Nesse inquérito, que corre na Delegacia Especializada em Crimes Contra a Mulher, de Manacapuru, o vereador responde por crime de calúnia e difamação. Fato ocorrido no dia 9 de junho desse ano, em frente à Câmara Municipal.
Segundo a denúncia, a senhora Warne, acompanhada do filho e da nora, passavam pelo local e a esposa de seu filho perguntou ao marido se a pessoa que saía do prédio da Câmara era o vereador Tororó e este respondeu que sim. Ao perceber que as três pessoas falavam sobre ele, Tororó se dirigiu até o grupo e, de forma transtornada, passou a agredir todos com palavras ofensivas às honras de filho, da nora e de Warne. Na delegacia, a aposentada disse ter ouvido de Tororó que seu filho era alcagueta, corno e filho da puta, o que implica ofender toda a família da aposentada.
Outra palhaçada patrocinada por Tororó foi revelada em depoimento prestado no 9º Batalhão da Polícia Militar, em Manacapuru, ao capitão PM, Jander Batista do Nascimento, por um ex-funcionário da Câmara de Manacapuru, identificado por CFS. Ele conta que no dia 28 de janeiro de 2008, por volta das 17h00, quando trabalhava na casa de Tororó, foi preso por policiais militares e levado algemado, dentro de uma viatura da PM, até um ramal próximo ao hotel Paraíso D´Ángelo.
Lá os policiais o interrogaram a respeito do sumiço de 100 quilos de carne, que seriam consumidos durante os festejos de aniversário da esposa de Tororó, sobre a qual ele disse não ter nenhum conhecimento. CFS diz que depois de ser ameaçado foi levado de volta à casa do vereador e, depois, ao Posto Policial, onde sofreu tortura física.
Segundo depoimento de CFS, os policiais teriam colocado um saco plástico em sua cabeça, lhe causando asfixia, para que ele confessar o roubo da carne, sendo, em seguida, interrogado pelo major Brandão, pelo mesmo motivo. Depois desse episódio, CFS deixou de trabalhar para Tororó, embora tenha recebido diversos recados do vereador para retornar ao serviço em sua casa, o que não foi aceito pelo depoente.
Tororó é condenado e não pode desmentir
Será que o vereador Jaziel Nunes de Alencar, vulgarmente alcunhado de Tororó, presidente da Câmara Municipal de Manacapuru, terá coragem de ir ao seu programa de TV e negar que tenha sido condenado a dois anos e oito meses de prisão, em regime aberto? É bem possível, uma vez que todas as acusações que pesam contra ele são prontamente negadas em seu programa de TV, no qual ele tenta enganar a população de Manacapuru lançando mentiras no ar.
Pois que todos saibam que no dia 31 de agosto de 2010, terça-feira, Tororó, juntamente com o funcionário da Câmara Municipal, Antônio José Pereira Gomes, também vulgarmente alcunhado de Zé Bico, foram condenados a dois anos e oito meses de prisão. Ambos eram acusados pelos crimes de lesão corporal, resistência e desacato contra o policial militar Herickson Monteiro Roberto, lotado no 9º Batalhão da Polícia Militar de Manacapuru.
Os motivos que levaram à condenação de Tororó e Zé Bico ocorreram no dia 4 de junho de 2009, no Centro de Manacapuru, quando o policial Herickson Monteiro Roberto participava de uma blitz visando coibir que motociclistas circulassem pela cidade sem o uso de capacete, item de segurança imprescindível para a condução de veículos de duas rodas. Ao parar a esposa de Tororó, que dirigia uma motocicleta de forma irregular, sem o devido capacete, esta se exaltou, ameaçou o policial, que cumpria sua função, e ainda chamou seu esposo para constranger o militar.
Ao chegar ao local, acompanhado de Zé Bico, Tororó quis resolver o caso usando e abusando de arrogância e boçalidade, considerando-se que, como presidente da Câmara Municipal, sua autoridade estava acima do poder do Estado, representado ali pelo PM. Como não conseguiu demover o policial a liberar a motocicleta, Tororó resolveu agir por seus próprios modos, ou seja, na ignorância, e desacatou o PM em serviço chamando-o de babaca.
Ao receber voz de prisão, Tororó resistiu e foi ajudado por Zé Bico, que aplicou uma gravata no policial e este ainda recebeu um murro de Tororó, caracterizando-se assim crime de lesão corporal. O caso ainda desdobramento na Delegacia de Polícia, para onde os acusados foram levados para lavratura do flagrante. Quando eles estavam na delegacia, surgiu o então prefeito de Manacapuru, Edson Bessa, e os levou embora, sem que houvesse procedimento judicial.
Por causa disso, o policial Herickson precisou se deslocar até Manaus para fazer o registro de ocorrência e o exame de corpo de delito, uma vez que a vítima não contou sequer com o apoio dos colegas e nem da corporação em que serve. De Manaus, o inquérito foi transferido para a comarca de Manacapuru e resultou no julgamento do juiz Luiz Cláudio Chaves, que proferiu a sentença em desfavor de Tororó e Zé Bico.
Ex-funcionário conta sobre casa de Tororó
O beabá do manual dos políticos corruptos ensina, em sua lição número um, que tudo que for comprado com dinheiro arrecadado no ilícito deve estar em nome de um “laranja”, pessoa de confiança e, melhor ainda, membro da família. Colocar em nomes de parentes os bens adquiridos através do mandato político não é nenhuma novidade, tanto que é utilizada de forma até descarada.
Em depoimento prestado no 9º Batalhão da Polícia Militar, em Manacapuru, ao capitão PM, Jander Batista do Nascimento, um ex-funcionário do vereador Jasiel Nunes de Alencar, o Tororó, presidente da Câmara Municipal de Manacapuru, identificado por CFS, diz o que se passava na casa do vereador. CFS contou que Tororó possuía dois carros que estavam em nome de uma terceira pessoa, identificada por “Zé Bico”, que também trabalha na residência do presidente da CMM.
O denunciante prestou depoimento acusando Tororó de ter ordenado sua prisão e tortura, por policiais militares, que investigavam o suposto desaparecimento de cem quilos de carne destinados às comemorações pelo aniversário da esposa do vereador. CFS trabalhava como jardineiro na casa de Tororó e, em seu depoimento, conta que recebia R$ 250 por mês e, juntamente com as pessoas que trabalhavam para o vereador, era obrigado a realizar compras nas lojas e entregar as mercadorias e objetos para ele.
Infelizmente, o depoimento de CFS conta uma história bastante comum na política brasileira, e de forma mais acentuada nas cidades do interior do Amazonas, onde a falta de oportunidade de emprego dá aos políticos uma força bem maior que seus cargos. Como presidente da CMM, Tororó é capaz de convocar policiais militares para investigarem o desaparecimento de cem quilos de carne usando a tortura, física e psicológica, como instrumento de investigação. A prisão do denunciante ocorreu no dia 28 de janeiro de 2008, por volta das 17h00, enquanto trabalhava na casa de Tororó, por ordem de seu patrão.
CFS foi algemado, colocado dentro de uma viatura da PM e levado para um ramal próximo ao hotel Paraíso D´Ángelo, em Manacapuru. Lá os policiais o interrogaram a respeito do sumiço da carne, mas ele alega não ter dado nenhuma informação aos PMS porque não tinha conhecimento nenhum sobre o fato. O ex-funcionário de Tororó diz que depois de ser ameaçado foi levado de volta à casa do vereador e, depois, ao Posto Policial, onde sofreu tortura física.
Segundo depoimento de CFS, os policiais teriam colocado um saco plástico em sua cabeça, lhe causando asfixia, para que ele confessa o roubo da carne, sendo, em seguida, interrogado pelo major Brandão, pelo mesmo motivo. Depois desse episódio, CFS deixou de trabalhar para Tororó, embora tenha recebido diversos recados do vereador para retornar ao serviço em sua casa, o que não foi aceito pelo depoente.
Testemunha ocular das trapaças
CFS era um dos seis funcionários que trabalhavam dentro da casa do vereador Tororó e, por isso, em seu depoimento, ele pode contar muita coisa que testemunhou com os próprios olhos. Ele contou que Tororó, na época, possuía dois carros, um Montana e um Eco Sport, sendo o primeiro veículo em nome do também funcionário “Zé Bico”, que andava com o mesmo pela cidade, fazendo serviço para o vereador, inclusive sacando dinheiro em banco.
Ele diz também ter comprado alguns objetos na loja da TV Lar para Tororó, uma prática comum entre os funcionários da casa. Mas CFS diz também que o vereador, em muitas ocasiões, chegou em casa carregando envelopes com dinheiro. O que CFS conta do dia a dia da casa de seu patrão é apenas uma pequena ponta do que Tororó possui hoje. Só a lista de carros dele hoje tem seis modelos, um importado, o barco Almirante Jofre Alencar, batizado com o nome de seu pai, e três casas, duas em Manacapuru e uma em Manaus, no Parque das Laranjeiras, um bairro de gente rica da capital.
Tororó desconhece significado das leis
O vereador Jasiel Nunes de Alencar, o Tororó, presidente da Câmara Municipal de Manacapuru, criou um mundo jurídico específico para ele, no qual as leis são feitas só para beneficiá-lo. O maior absurdo de todos foi tirar a competência para conceder permissão de táxis e de motocicletas do município e passar para a Câmara, ficando ele, o vereador Tororó, com o poder de dá ou não as concessões a quem deseja trabalhar.
Burlando totalmente a legalidade, o vereador fez tudo isso com o consentimento do ex-prefeito Washington Régis, que por causa disso foi multado pela Justiça do Estado, uma vez que a competência para gerenciar o trânsito pertence ao município, sendo a prefeitura o Poder concedente. Ao abdicar do poder de gerenciar o trânsito no município, Régis permitiu que Tororó usurpasse uma função pública que não lhe pertencia.
Hoje, para que taxistas e mototaxistas possam obter placa dos veículos e coletes para trabalhar dependem do aval do vereador, que é quem recolhe as taxas e mantém um curral eleitoral entre essas classes de trabalhadores. Com afã de criar leis, mas sem conhecimento jurídico algum, Tororó continua sua incursão pelo mundo da ilegalidade, subvertendo o Estado de Direito e interpretando a legislação da maneira que bem entender.
Vereador acusado de omissão
Quando Sidinilson Holanda renunciou aos cargos de vice-prefeito e de secretário de Saúde de Manacapuru, em março desse ano, ele bateu forte no presidente da Câmara Municipal, Jasiel Nunes de Alencar, o Tororó. A principal acusação era de que Tororó foi omisso, negligente e cúmplice da administração incompetente de Edson Bessa, que deixou a cidade coberta de lixo.
Sidinilson, que é médico, declarou que deixava a administração municipal porque temia ser responsabilizado por uma provável epidemia na cidade em decorrência da quantidade de lixo que se acumulava nas ruas e praças. Tororó nunca se pronunciou contra os desmandos de Bessa, nem mesmo quando a prefeitura realizou licitação de R$ 2,5 milhões, para compra de material de consumo, vencida por empresas de Manaus, quando tal material poderia ter sido adquirido no comércio da cidade.
O presidente da Câmara também foi omisso quando doentes vindo da zona rural do município eram transportados na caçamba de veículos de cargas até o hospital por falta de ambulância. Aliás, Tororó só mostrou alguma competência quando participava de festas em hotel de luxo de Manacapuru, acompanhando de belas garotas, de Bessa e de Washington Regis, que ninguém sabia o que fazia ali.
MPE investiga enriquecimento de Tororó
A forma acelerada e incomum como o vereador Jasiel Nunes de Alencar, também conhecido pela alcunha de Tororó, presidente da Câmara Municipal de Manacapuru, acumulou bens e se tornou um dos homens mais rico da cidade chamou a atenção do Ministério Público Estadual (MPE).
Também não era para menos. Há pouco mais de oito anos, Tororó vendia CDs piratas pelas ruas de Coari, sua cidade natal, e depois em Manacapuru, aonde chegou arrastando a cachorrinha, com sua mochila de contravenção e uma rede puída.
Hoje, com seis anos de mandato de vereador, o presidente da Câmara de Manacapuru ostenta um patrimônio invejável, feito de casas, carros e barcos que, somados representam uma fortuna que seu salário de parlamentar jamais conseguiria acumular.
Por causa disso, a promotora de Justiça Aurely Pereira de Freitas determinou a abertura de inquérito civil para apurar eventuais irregularidades e ilegalidades no exercício de cargo público, bem como de enriquecimento ilícito por parte de Totoró. O inquérito civil recebeu o nº 001/2009 e está sob a responsabilidade da 3ª Procuradoria de Justiça de Manacapuru (PJM).
O inquérito civil contra Tororó foi aberto com base nas representações formuladas pelos partidos PDT, PTB e PV e pelo Conselho de Cidadão de Manacapuru para que apurasse o acúmulo de bens do vereador que ultrapassa em muito seus ganhos como parlamentar. A medida visa preservar e proteger o erário público do município, cujo princípio é servir a toda a população e não a grupos políticos.
A promotora ordenou a abertura de inquérito por entender que as representações feitas contra Tororó são consistentes e precisam ser apuradas, uma vez que o presidente da Câmara teve um considerável aumento patrimonial desde quando assumiu o cargo público. A fortuna de Tororó inclui três casas, sendo duas em Manacapuru, e uma em Manaus, no bairro Parque das Laranjeiras, área nobre da capital, cujo valor declarado é de R$ 450 mil.










