Morre no Rio de Janeiro o escritor João Ubaldo Ribeiro

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Morreu na madrugada desta sexta-feira (18), no Rio de Janeiro, o escritor João Ubaldo Ribeiro. O autor de O Sorriso do Lagarto, 73 anos, teve uma embolia pulmonar e morreu em sua casa, no bairro do Leblon.

O velório será realizado na Academia Brasileira de Letras e estava inicialmente marcadao para as 10h, mas foi transferido para as 13h. Já o enterro será realizado no Cemitério São João Batista, no Botafogo, e está marcado para as 16h, mas com a condição da chegada de sua filhas, podendo ser adiado para este sábado (19).

O escritor era o sétimo ocupante da cadeira número 34 da Academia Brasileira de Letras. Ele foi eleito em 7 de outubro de 1993, na sucessão de Carlos Castello Branco.

João Ubaldo nasceu em Itaparica, na Bahia, no dia 23 de janeiro de 1941, filho do advogado Manuel Ribeiro e de Maria Filipa Osório Pimentel. Em 1957, começou a trabalhar como repórter no Jornal da Bahia e, posteriormente, na Tribuna da Bahia, no qual foi editor-chefe. Com Glauber Rocha, editou revistas e jornais culturais, participando do movimento estudantil em 1958. Formou-se em Direito e fez pós-graduação em Administração Pública, mas nunca exerceu a profissão.

Em 1963, escreveu seu primeiro romance, Setembro Não Faz Sentido. Em 1971, lançou o romance Sargento Getúlio, que lhe rendeu o Prêmio Jabuti, na categoria Revelação de Autor, no ano seguinte. Em 1982, iniciou o romance Viva o Povo Brasileiro, que receberia o Prêmio Jabuti na categoria Romance e o Golfinho de Ouro, do Governo do Estado do Rio de Janeiro. Em 1983, estreou na literaura infanto-juvenil, com Vida e Paixão de Pandonar, o cruel. Em 1989, lançou O Sorriso do Lagarto.

João Ubaldo Ribeiro teve diversas de suas obras adaptadas para o cinema e a televisão. Sargento Getúlio virou um filme de Hermano Penna, com Lima Duarte como protagonista, e O Sorriso do Lagarto foi uma minissérie da TV Globo, em 1991, entre muitas outras obras.

Na vida pessoal, se casou com a historiadora Mônica Maria Roters, em 1969, que lhe deu duas filhas: Emília e Manuela. O casamento acabou em 1978.

Romances

Setembro não tem sentido (1968)
Sargento Getúlio (1971)
Vila Real (1979)
Viva o povo brasileiro (1984)
O sorriso do lagarto (1989)
O feitiço da Ilha do Pavão (1997)
A Casa dos Budas Ditosos (1999)
Miséria e grandeza do amor de Benedita (2000)
Diário do Farol (2002)
O Albatroz Azul10 (2009)

Contos

Vencecavalo e o outro povo (1974)
Livro de histórias (1981)

Crônicas

Sempre aos domingos (1988)
Um brasileiro em Berlim (1995)
Arte e ciência de roubar galinhas (1999)
O Conselheiro Come (2000)
A gente se acostuma a tudo (2006)
O Rei da Noite (2008)

Livros infantis

Vida e paixão de Pandonar, o cruel (1983)
A vingança de Charles Tiburone (1990)
Dez bons conselhos de meu pai (2011)

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