17 Fevereiro 2012
Após três anos de cansativa espera e de verem cada vez mais distante a possibilidade de terem um apartamento, conforme prometeram, em 2008, em plena campanha eleitoral, o ex-prefeito Washington Regis, e Edson Bessa, então candidato a prefeito de Manacapuru
, os moradores do chamado ‘Prosamim de Manacapuru” resolveram tomar uma decisão inédita e histórica jamais registrada na política do município: por conta própria, eles deram início à construção de barracos de madeira no canteiro de obras do Prosamim, abandonado, em 2009, por Edson Bessa, onde deverão morar com suas famílias.
A decisão dos moradores veio depois da entrevista do prefeito Edson Bastos Bessa (PMDB), que disse na última terça-feira, (14), ao jornal da TV Acrítica, que está tentando mudar o projeto inicial para ver se consegue mais verba para começa a construção dos apartamentos e que os mesmos serão entregues até o final desde ano.
Ao assistirem a reportagem e ouvirem as promessas, os moradores se reuniram e decidiram construír os seus barracos para abrigar suas família e fugir do aluguel, já que, segundo disseram, muitos foram despejados das casas que moravam porque a prefeitura não pagou, como ficou acertado, os aluguéis das mesmas.
“ Nós formos enganados uma vez, mas duas vezes não seremos. Sabemos que estamos em ano eleitoral e mais uma vez as mesmas promessas voltam a se repetir. Estamos cansados de promessas. Por isso, vamos ocupar o terreno que é nosso, e esperamos que as autoridades vejam isso e nos ajudem” disse uma moradora.
Bens bloqueados
A Justiça Federal no Amazonas determinou, em caráter liminar, o bloqueio de um apartamento do prefeito de Manacapuru, Edson Bessa. A ação se refere a irregularidades na execução de um contrato de repasse firmado entre a União, por meio do Ministério das Cidades, representado pela Caixa Econômica Federal (CEF), com o Município de Manacapuru para urbanização, regularização e integração de assentamentos precários na cidade, projeto habitacional popularmente conhecido como 'Prosamim de Manacapuru' e que faz parte do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) do governo federal.
Além do ex-prefeito, são réus na ação, o ex-secretário municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos de Manacapuru, Ricardo Bianchi Ramalho de Castro, o ex-secretário municipal de Finanças de Manacapuru, César Augusto Câmara Figlioulo, a empresa Metacon Construções, Montagens e Comércio Ltda., e os sócios administradores da empresa, Abner Jorge Martiniano Barbosa e Márcia Regina Higino da Cruz.
Repasse indevido
A CEF informou que foram liberados mais de R$ 4,5 milhões, mas que a verificação feita por técnicos apontou que a evolução física das obras não correspondia aos valores liberados e que uma das parcelas, no valor de R$ 1.038.891,85, não foi executada. Mesmo sem a execução, após a liberação da parcela, foi feita uma transferência de mais de R$ 900 mil à empresa Metacon, sem que as obras correspondentes fossem realizadas. A empresa abandonou o canteiro de obras. A ação cautelar tramita na 1ª Vara Federal do Amazonas.










