Coronavírus já ameaça Olímpiadas de Tóquio, mas Japão nega adiamento

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Em declaração dada pelo primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, nesta sexta-feira (7), tentou assegurar que a realização dos Jogos Olímpicos de 2020, em Tóquio, não corre riscos devido ao surto do coronavírus.

No anúncio, Abe negou os rumores de um possível adiamento do evento esportivo, devido ao surto de coronavírus que afeta a China e começa a se espalhar pelos países vizinhos. “Não houve nenhuma conversa, e tampouco existem planos sobre isso (possível adiamento)”, sentenciou o primeiro-ministro.

Apesar da declaração, circulam rumores na imprensa local de que vários comitês nacionais estariam pressionando o COI (Comitê Olímpico Internacional) sobre a infraestrutura de saúde para os atletas. De fato, a maioria dos países já difundiram comunicados com recomendações para esses mesmos esportistas, sobre cuidados que devem ter ao participar de competições na Ásia.

Enquanto isso, o diretor do comitê organizador dos Jogos, Toshiro Muto, também mostra sua preocupação com os possíveis efeitos que o vírus possa ter sobre o evento. “Não sei se a propagação do vírus pode levar a um adiamento, espero que não, mas também temo pela possibilidade que afete o entusiasmo dos torcedores e turistas, e termine diminuindo a presença do público, o que seria um balde de água fria, por todo o trabalho que estamos fazendo para mostrar um grande espetáculo, para o qual esperamos um grande público”, lamentou o diretor.

Para tentar mostrar mais segurança com o futuro do evento – cuja cerimônia de abertura está programada para o dia 24 de julho –, o primeiro-ministro Abe afirmou, na mesma declaração desta manhã, que o COI realizará uma visita à capital japonesa na semana que vem, e garantiu que, nessa ocasião, “o país mostrará que está preparado para realizar os Jogos Olímpicos, e não há razão para mudar a agenda”.

Atualmente, o Japão conta com 45 pessoas infectadas com o coronavírus, e é um dos países, fora da China, com maior número de casos. A proximidade com o epicentro da epidemia torna o país vulnerável, e os Jogos colocariam em risco uma quantidade enorme de atletas e torcedores.