Cidadão brasileiro tem as portas do SUS fechadas em Manaus até mesmo na hora de morrer

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O que seria de milhões e milhões de funcionários públicos espalhados por esse imenso Brasil varonil se não existisse sempre presente a figura do humilde  trabalhador que tira  de seus parcos e suados ganhos para contribuir e pagar os respectivos salários desses servidores?

A resposta é simples: estariam desempregados e, para sobreviver, teriam que ralar muito, engrossar as mãos, enfrentar os altos e baixos da vida e, de saldo, de biquinho calado, sem reclamar, não é mesmo?

Pois é.

Infelizmente, nem todos são agradecidos àqueles que, como o gari, o trabalhador do campo, o jornalista, o padeiro, o operário da construção civil, o pescador, o garçom, o piloto, o pedreiro, a doméstica e tantos outros, pagam em dia e todos os meses os seus salários desse servidores.

Infelizmente (de novo), (servidores públicos) todos pagam por um.

Na rede pública de Manaus, um cidadão brasileiro, que contribui com os salários desses milhões de SERVIDORES públicos, vítima de um câncer terminal, não tem conseguido, ainda que por um gesto de comiseração, um lugar na rede pública de saúde onde possa receber, digamos assim, uma droga qualquer capaz de mitigar a dor da doença que devasta os seus dias.

Luís Carlos Gonçalves Zaluski, natural de Ponta Grossa (PR), foi rejeitado em todas as portas do SUS que bateu.

Uma desumanidade inominável.

E por que?

A resposta, também, é igualmente simples.

Por quê esses tais SERVIDORES públicos – não importa se ele é o secretário de Saúde ou diretor da unidade que lhe bateu a porta na cara ou o atende – são uns verdadeiros boçais que não têm a menor percepção do interesse público.

É revoltante assistir ao estado moribundo de um filho da “Terra amada Brasil”, trabalhador de mãos calejadas, morrendo às mínguas, sem assistência digna.

É preciso não ter sangue nas veias para aceitar abominável e repulsiva situação, com indiferença.

Luís Carlos Gonçalves Zaluski, que jamais de esquivou de contribuir com a força do seu trabalho, do suor derramado no enfrentamento de longas e duras jornadas de trabalho, para o bem-estar da imensa nação brasileira, traga o desprezo odioso das autoridades de  saúde do estado.

Por que tanto menosprezo com um ser humano, cidadão brasileiro, com direitos e garantias constitucionais, e que até na hora de morrer lhes são negados tais direitos?

Será que tem respostas?

Ou será que o home sapiens está degenerando como espécie? (Kasuo YIshiguro).

Susam

A redação entrou em contato, quinta-feira, 27, com a Secretaria de Saúde do Amazonas (Susam), que se mostrou cordial em buscar respostas, mas que até o final desta edição não havia se pronunciado. Fonte/Fato Amazônico