Borracheiro abre o jogo e diz que tenente matou colegas de farda após noite de bebedeira

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Beber não faz mal à ninguém e nem é pecado – todos sabem disso, claro. Uma taça de vinho aqui, outra acolá, pode até fazer bem, dizem os entendidos que cuidam da saúde humana. Agora beber até encher os tubos, até secar o boteco.Neste caso pode resultar em porre, em coma alcoólico ou em morte, à propósito de tirambaço disparado no advogado Gustavo de Castro Sotero pelo delegado Gustavo de Castro Sotero em uma casa noturna em dezembro do 2017 etc., etc, etc. e tal.

E foi justamente assim, após uma noitada de muita cerveja que o tenente PM Joselito Pessoa Anselmo, se esvaindo de porre, disparou contra seus colegas de farda, o major PM Lurdenilson Lima de Paula, o sargento PM Elizandro Santos Louzada, o cabo PM Graziano Monteiro Negreiros e contra um civil, o borracheiro Robson Almeira Rodrigues, 24 anos. Só o major e o borracheiro continuam vivos.

E por que bebiam o cabo, o sargento, o tenente e o borracheiro em companhia de um oficial superior da Polícia Militar do Amazonas?

Bebiam por quê o major Lurdenilson, segundo declarou à polícia, o tenente J. Pessoa, quebrou a hierarquia, chamando-o por telefone, à pretexto de resolverem “uma bronca”, para beber.

Assim começou a trágica noitada de 04 de janeiro que culminou em duplo homicídio.

“Fui chamado por telefone pelo major Lurdenilson para comparecer a 18º Cicom para resolveu uma bronca. Lá (18º Cicom) fui convidado para tomar cerveja”, revela J. Pessoa.

Da 18º Cicom, J. Pessoa, Lurdenilson saíram no carro de Elizandro em direção ao Mercadinho Jesus Me Deu de propriedade do cabo Grasiano, onde encontraram o borracheiro.

Em depoimento, o borracheiro disse que, juntos, beberam “cerca de 10 caixas de cerveja Bohemia e que por volta de 00h, por sugestão de Lurdenilson, saíram para a casa noturna Alambique, na Avenida do Turismo, onde ficam apenas 10 min porque foram alertados pelo segurança que contivessem um pouco mais os ânimos.

Segundo o borracheiro, o grupo deixou o Alambique com um balde de de cerveja Budweiser para o bar do Chapolim, no Manoa, zona norte da cidade.

“Eram 02 horas quando discursão J. Pessoa sacou a arma e atirou no meu ombro esquerdo. O segundo tiro foi contra o motorista, o outro contra Lurdenilson, e depois mais um disparo contra Graziano. Ele gritava que iria matar todos nós”, declarou.

Para não escapar da fúria repentina de J. Pessoa, o borracheiro disse que travou com ele luta corporal, derrubando-o do carro.

– Você matou os caras meu, você matou os caras porra, disse ao tenente já desarmado

– Porra, me desculpe, respondeu J. Pessoa.

Já em poder da arma de J. Pessoa, o borracheiro correu para o bar Chapolin, chamou o Samu foi conduzido ao João Lúcio pela polícia. O sargento e o cabo morreram. O major e borracheiro ficaram feridos.

depoimentoborracheiro