Bolsonaro exonera ministro do PSL, mas diz que foi “coincidência”

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 O ex-ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antonio, disse que será reconduzido ao cargo amanhã e que a exoneração deveu-se apenas à necessidade de tomar posse como deputado. É curioso que três outros ministros (Ônyx LorenzoniTeresa Cristina e Osmar Terra) foram exonerados, tomaram posse e retornaram aos cargos na data normal. Marcelo, que era deputado licenciado, alega que estava em tratamento médico. Clicando no link no nome dos ministros exonerados e renomeados, você verá que em nenhum dos atos houve a assinatura de Sérgio Moro, como ato que dispensou o Ministro do Turismo. Simples acaso?  

Num ato conhecido esta madrugada, quando da publicação do Diário Oficial, Jair Bolsonaro exonerou  Marcelo Álvaro Antônio, seu ministro do Turismo e representante da bancada de seu partido, o PSL, no Governo.

Não lhe foi oferecida a alternativa do suicídio, exonerando-se “para se defender da acusações” de que teria patrocinado desvio de verbas do fundo partidário para sua candidatura a deputado, através de candidata “laranja”.

Ao contrário, em lugar de ter, como seria a praxe, a assinatura do ministro chefe da Casa Civil, Ônyx Lorenzoni, no decreto de exoneração, traz a de Sérgio Moro, para deixar clara a autoria da degola e inibir reações políticas.

Marcelo Álvaro Antônio não resistiu dois dias às denúncias na mídia, ou contrário do outro personagem de espertezas no governo, Flávio Bolsonaro, que completa hoje dois meses e, agora (veja o próximo post) se torna investigado também no plano federal.

Veremos o quanto o jamegão de Moro no decreto servirá de cala-a-boca para as reações políticas.

E se a primeira degola do bolsonarismo de sangria aliviadora da ferida Flávio-Fabrício Queiroz.

Em geral, dar carne aos cachorros só lhes aumenta o apetite.