Aos 75 anos, morre Joaquim Marinho vítima de uma parada cardiorrespiratória

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Radialista, empresário, cinéfilo, escritor, dono da maior coleção de pornografia e símbolos sexuais do País, Joaquim Marinho morreu neste domingo (2), aos 75 anos, de uma parada cardiorrespiratória em sua residência, depois de uma série de problemas de saúde. Nos últimos anos, ele sofria com Alzheimer, diabetes e condições cardíacas. O velório do comunicador será a partir das 20h deste domingo, no Salão Nobre do Palácio Rio Negro, na Av. Sete de Setembro. O sepultamento será amanhã, 03.06, às 16h, no cemitério São João Batista.

Joaquim Marinho foi integrante do Grupo de Estudos Cinematográficos (GEC), cineclube criado em Manaus na década de 60. Durante anos, foi dono de uma rede de cinemas de rua, incluindo o Cine Chaplin e o Grande Otelo, no Centro da cidade. Português de nascença, recebeu em 2013 o título de Cidadão do Amazonas, concedido pela Assembleia Legislativa. Casa de Cultura Em sua residência, transformada em Casa de Cultura Joaquim Marinho, estava um acervo de 13 mil LPs, 12 mil CDs e 25 mil livros de todos os gêneros, além das coleções e lembranças de várias épocas e lugares, incluindo sua famosa coleção erótica. Ao todo, a coleção deve passar de 100 mil itens. Responsável por fomentar e movimentar o cenário cultural de Manaus durante muitas décadas, entre os anos 1950 e 1980, Marinho foi um dos nomes a chamar a atenção de todo o Brasil para o Amazonas – como quando foi entrevistado por Jô Soares sobre sua coleção de arte erótica.